segunda-feira, 23 de abril de 2007

Ausência

Estes dias têm sido terríveis. Carrego uma constipação que não me larga e acumulo trabalho ao ponto da demência. Quer isto dizer que estarei ausente do Bolonhado. Além disso preciso de uma espécie de retiro... para depois voltar à carga. See me soon!

sábado, 14 de abril de 2007

Isto não pára...(2)

and goes on and on...mas já faz lembrar o "muita parra pouca uva" então é com isto que se alimenta a "coisa"??
Vamos lá... 1987 - José Sócrates é um puto cheio de talento para a política. Esse talento é assegurado por uma série de rapaziada que constitui o grupo de militantes da Federação de Castelo Branco do PS (aí umas mil pessoas). Além disso esse mesmo grupo ( acrescido dos eleitores do Distrito inteiro) acha que o José Sócrates é rapaz para os representar como Deputado pelo círculo eleitoral respectivo... entretanto, o rapaz ( era isso que ele era, todos fomos) vem para Lisboa, não na qualidade de marçano, como no séc. XIX e inícios do séc. XX; mas na de Deputado... coisa socialmente muito apreciada...não resistiu às pressões sociais: "srº engenheiro, srº engenheiro...parece que estou a ouvir....mas eis que o próprio se terá sentido diminuído: "- Mas eu sou só Bacharel" - logo os contactos entretanto estabelecidos se encarregaram de "repor justiça" na coisa...mas então se tamanho talento não era engenheiro com tanto grunho que por aí se passeia (sobretudo nas reuniões partidárias) não há-de este nosso menino ser o que realmente aparenta??
"Vamos lá resolver isto, pois se o Estado dá o título de Universidade a coisas destas, quem somos nós para contrariar..."
E pronto, eis o resumo abreviado da situação José Sócrates: É uma chatice todos termos passado. Acontece que o meu, porque é impoluto tem dose alargada de compreensão. E eu compreendo o José Sócrates de 1996, e só quero que o de 2007 seja bom primeiro-ministro. Ponto.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Isto não pára...

E já me parece que não vai acabar bem. Mas esta notícia quer dizer o quê??
Não se pode tentar?! Eu que estudo Direito e quando era pequenino queria ser "engenheiro de pontes", posso inscrever-me na FEUP, ou não? E quando perceber que nem pintado faria a cadeira de geometria descritiva, posso desistir, ou não? Onde está o crime?
Já todos percebemos, Sócrates teve um percurso académico atribulado, ok, so what? Quantos daqueles que se deixaram fascinar pela política na juventude não tiveram percursos mais ou menos parecidos? E garanto, eu sei do que estou a falar... Não é fácil conciliar a condição de Deputado com a de estudante, não é, mas também não é crime nem isso diz o que quer que seja acerca do carácter da pessoa. Os que pensam de outra maneira têm boa solução: exijam a demissão do Primeiro-Ministro por perda de confiança.Mas assumam-se e de uma vez por todas. Bolas, neste país nada é consequente!

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Remissões

Acerca do que escrevi aqui, há que ler o que vem aqui. Hum! Sabe bem ter razão...não é, Drº Marinho?

Não consigo resistir...

Roubei daqui.

Sócrates-Uni

Tinha dito neste post que a pergunta a fazer a José Sócrates era a se tinha usado de expedientes para obter a sua licenciatura. Finalmente a pergunta foi-lhe colocada, a resposta é esta. Para já, e até PROVA em contrário dou o assunto por encerrado. Mas sinto um certo desconforto na blogosfera... será que Sócrates convenceu mais gente?!

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Ressabiado?

Este blog é de Carlos Narciso, jornalista que até há pouco tempo foi assessor do Ministro dos Assuntos Parlamentares. O senhor Carlos Narciso cometeu um erro e por isso foi exonerado. Acontece. O que já não devia acontecer são os posts que anda a colocar no blog porque revelam ressábio, atitude tão portuguesa e tão pouco edificante. Eu, sobre José Sócrates e o caso UNi, posso expressar o que muito bem entender, mas se até há uns dias, tivesse sido assessor (bem) remunerado de um membro do Governo, o mínimo que se esperaria era pudor e bom senso. Até para não ser acusado de revanchismo, coisa que é imputável, sem reservas a Carlos Narciso. Confira-se aqui mais este sintoma dos tempos que vivemos.

A propósito

Um blog deve reflectir a opinião do seu autor. Mas a blogosfera convida à partilha de ideias e a sua difusão, porque respeita integralmente os direitos de autor, é recomendável. É até encorajada. Daí que, e porque hoje é o dia de todos os esclarecimentos de José Socrátes, creio que vale apena ler este artigo. E já agora: este também!

Comentadores

O Público foi condenado a pagar uma indemnização ao Sporting. Este é o acórdão e estes são os factos sumários. Uma breve consulta a ambos serve para perceber que a decisão do Supremo é polémica( ou como se diz agora: "é tudo menos pacífica") mas é-o do ponto de vista doutrinal e jurídico. Ora, o Dr.º Marinho foi convidado a comentar esta decisão no Jornal da Noite da SIC de ontem à noite, e que disse o Drº Marinho? Banalidades expressáveis pelo meu primo que tem a quarta classe e muito dinheiro fruto de uma capacidade de trabalho invejável ( e recomendável) mas que nunca leu o Código Civil anotado por Antunes Varela e a quem a querela doutrinal acerca da Responsabilidade Civil Extracontratual passa muito ao lado. Sucede que o Drº Marinho é Advogado e mais: é candidato à Ordem dos Advogados pelo que se presume que tenha umas luzes sobre o assunto. Mas parece que não! Em vez de focar o raciocinio no plano jurídico, o Drº Marinho veio dizer qualquer coisa como: "os senhores juízes mandam e pronto, há decisões que demoram anos" etc, etc. Enfim, nada que qualquer pessoa ao virar da esquina não pudesse legitimamente dizer. Mas é isto que se espera de um candidato à Ordem? E porque raio, com tanta gente neste país, é esta figura chamada a falar sobre um assunto sério no prime - time da TV nacional?

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Talvez um dia...

... a propósito do meu 1000.º post eu possa dedicar um poema inédito a mim próprio na qualidade de único leitor do Blog. Mas entretanto fica este, que se não pode perder e por isso também aqui fica guardado. Não deixa de ser uma forma de homenagear o José Pacheco Pereira e o Vasco Graça Moura. Com a devida vénia.

sábado, 7 de abril de 2007

Gostava de ter escrito

ISTO.

O seu a seu dono

Tudo o que há a saber sobre o caso Sócrates-Uni resulta de uma estafada investigação que está aqui. E quando digo estafada,não exagero. Consulte-se! O blog e o seu autor...percebem?

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Abençoados!!


quarta-feira, 4 de abril de 2007

O mais recente membro da família - de pleno direito!


O caso Sócrates-Independente

Convém começar pelo início: o comportamento do Público neste dossier tem sido vergonhoso, citar a confusão da Wikipédia referente ao artigo sobre José Sócrates, como notícia (indicador) é intelectualmente desonesto. Amanhã eu posso fazer 10 alterações acerca do biografia do José Fernandes, e depois!?? Enfim, adiante, melhor fora fazer um debate acerca dos méritos e deméritos da Wikipédia como tentou fazer em devido tempo o Pacheco Pereira, mas não há tempo, não é?... A questão que deve ser colocada ao Primeiro-Ministro é UMA e só UMA: Usou o José Sócrates de expedientes ilícitos para obter o seu diploma? Conscientemente? Se sim, peçam a sua demissão. Mas façam-lhe a pergunta, directamente como se faz em qualquer sítio civilizado onde os jornalistas trabalham factos e não exercem pressões para serem importantes junto do poder. Este jornalismo é direccionado para o poder e não para os cidadãos leitores (e eleitores). Vão chateando, com pedacinhos de lama, para que os assessores telefonem, marquem jantares, enfim, para os tratarem como gente importante e perigosa. Mas não são, porque nunca vão ao fundo das questões, porque vão gerindo as notícias (peças) exactamente como os políticos gerem a sua agenda. E isso não é jornalismo; é o amigo chato que nos está sempre a lembrar que conhece os nossos segredos, e que implicitamente nos está a querer dizer que um dia os pode revelar à nossa namorada.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Tudo o que sinto

Tudo quanto sinto está aqui.

domingo, 1 de abril de 2007

Reticências

Nada de novo. A suposta sessão de esclarecimento foi adiada; a verdade é que nunca foi marcada, sei hoje que a data de 28 de Março foi avançada por alguns alunos sem sustentação( sem confirmação da direcção). Bom, mas isso também não revela, a verdade é que depois do que foi feito, não é às Faculdades que compete esclarecer o que quer que seja. Escrevo este post porque estou convencido do seguinte: há muita boa gente que está à espera que os 240 ECTS sejam suficientes para inscrição na Ordem...Não são, não vão ser... e o mais extraordinário é a ignorância dos factos. Agora sei: em Portugal pode brincar-se porque a "malta" vai à bola!Não se importa, acredita no mais incrédulo, só porque, ou desde que, seja o mais simples. Esta geração está a ser espezinhada, são-lhe impostas dificuldades e obstáculos incomparáveis com o que sucedeu com gerações anteriores e qual a conclusão a que chego hoje: merecem! Não lêem, não sabem, não discutem, não se empenham: bem feito! Por mim, não desisto; antes só que mal acompanhado!

terça-feira, 27 de março de 2007

quinta-feira, 22 de março de 2007

Extraordinário...

Isto vai de mal a pior. Há (havia) uns felizardos e felizardas que terminaram o seu curso de Direito com 300 ects o que significa que tinham escapado à "bolonhização" e que portanto sem mais demoras iniciariam o seu percurso rumo à Advocacia. Pois bem, parece que sucedeu a uns 20 ou 30 alunos da Católica o seguinte: fizeram o seu último exame em Fevereiro como consta do calendário de exames previamente elaborado, o certificado de licenciatura reflecte essa data mas a Ordem só aceita inscrições para inicio de estágio em Março, aos alunos cuja licenciatura tenha sido obtida até 31 de Janeiro! Moral da história: tudo para trás, que agora só em Setembro... Havia quem já estivesse em escritórios a estagiar e é fácil imaginar os transtornos que uma situação destas provoca nos visados. Mas a pergunta é simples: Não haveria quem tivesse obrigação de saber isto? Afinal Ordem e Faculdades estão de costas voltadas? Não há diálogo? Colaboração?
Tristes tempos, os que vivemos, tristes tempos...

terça-feira, 20 de março de 2007

Nada de novo

Um blog sem posts é pior que nada, é lixo electrónico...mas porque o tema central é Bolonha e os cursos de Direito e porque não há notícias clarificadoras, não há posts!
Aguardo uma (corajosa) sessão de esclarecimento marcada para 28 de Março na Católica. Já faltou mais...

domingo, 11 de março de 2007

A posição da Católica

Aqui está, para que conste.

Bolonha, a posição de Coimbra

Só espero, que também na Ordem esta posição seja lida e interpretada como deve ser!

sábado, 10 de março de 2007

Finalistas de 2007 preocupados

Pois, e de que maneira. Mas não acham curioso que a notícia tal qual, seja publicada no site da Ordem...Isto é, não deveria a Ordem dar conta de soluções mais do que preocupações? Eis a prova.

Afinal, há ruido!

Durante algum tempo pensei que estava sozinho ou quase, mas nesta sexta-feira, na Católica, não se falava de outra coisa...bolonha, bolonha, bolonha. Pronto, agora estou mais sossegado, de entre os "bolonhados" haverá certamente alguém filho ou afilhado de pessoa influente capaz de atacar JÁ o que aí vem da Ordem. Básicamente os que terminam o curso com 240 têm que ter a capacidade de demonstrar que a responsabilidade não lhes cabe, foi-lhes unilateralmente imposta sem que restasse qualquer opção de escolha. Assim, tratamento excepcional para casos excepcionias é o que resta a Católica, Lusíada e Minho fazerem e estabelecerem quanto antes com a Ordem dos Advogados. E rapidamente para que a agonia não se prolongue. Já agora, se a Ordem apresentar proposta de alteração dos Estatutos em Abril, a Assembleia agendará a proposta para discussão e votação quando?

segunda-feira, 5 de março de 2007

Bolonha, still again

Basicamente o que está a suceder com os cursos de direito e bolonha é o mais nítido reflexo deste país: precipitação e voragem. Nunca reformamos nada, durante décadas vivemos na Idade Média quando toda a Europa tinha já passado pela era Moderna, mas quando nos puxam ou mandam...Ái Jesus que quem reforma sou eu!
Resultado: asneira... e da grossa. Agora, a Ordem dos Advogados prepara-se para, à revelia de todo o espírito inerente à Declaração de Bolonha estancar à chegada os "bolonhados". Vamos ver no que isto vai dar...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Bolonhado

E não é que fui mesmo Bolonhado? E agora?

Correia de Campos

É só para assinalar que por cada dia que passa com Correia de Campos no Ministério da Saúde, o governo e Sócrates em particular, perdem 24 horas de eficácia e credibilidade. E 24 horas é muito...

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

OBRIGADO JORGE NETO!

Por tudo quanto aprendi, quando apenas pretendia solidificar a minha opinião relativa ao Referendo, só me resta dizer penhoradamente: Obrigado Jorge Neto, muito obrigado...

O prometido é devido - Capítulo Final - A FONTE e a PROVA


12 DESTAQUE
PÚBLICO· SEXTA-FEIRA, 9 FEV 2007
REFERENDO SOBRE DESPENALEZAÇÃO

Obviamente voto Sim

Sou católico.
Sou a favor da vida. Sou contra o aborto.
Mas voto "sim" à despenaliza­ção da interrupção voluntária da gravidez, desde que realizada até às dez semanas, por opção da mulher e em estabelecimento de saúde legalmente autorizado.
Voto "sim", porque me choca e arrepia o ferrete ignominioso com que são social­mente estigmatizadas as mulheres que, contra sua vontade, têm de recorrer ao aborto feito à socapa.
Voto "sim", porque sou contra a humilha­ção, o vexame e a defenestração da mulher que subjazem a um ignóbil processo-crime que atenta contra o mais elementar bom senso de protecção da sua dignidade, da sua personalidade e da sua liberdade.
Voto "sim", porque recuso a hipocrisia cúmplice da manutenção do status quo em que sob o manto diáfano e quimérico das inauferíveis políticas públicas do planea­mento familiar, do apoio à maternidade e da educação sexual se pretende perpetuar o aborto clandestino.
ENRICVIVES-RUBIO
A OPINIÃO DE JORGENEfO
Voto "sim", porque sou contra a humilhação, o vexame e a defenestração da mulher que subjazem a um ignóbil processo-crime que atenta contra o mais elementar bom senso de protecção da sua dignidade, da sua personalidade e da sua liberdade
Voto "sim", porque sou contra a dis­criminação negativa das mulheres mais pobres, mais carenciadas e mais vulnerá­veis, incapazes por razões económicas de fazerem um aborto em Espanha e como tal sujeitas à provação infame dos abortos selvagens realizados em vãos de escada.
V oto "sim", porque despenalizar a interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas, nas condições e termos expressos na pergunta objecto do referen­do, traduz o ponto de Arquimedes mais razoável, prudente e avisado entre os dois interesses em conflito, o da grávida e o do nascituro numa fase embrionária da gestação, não esquecendo nunca que os interesses deste só no interior e por inter­médio daquela podem ser satisfeitos.
Voto "sim", porque despenalizar não significa liberalizar, uma vez que a despe­nalização fica condicionada a um prazo e à realização do aborto em estabelecimento de saúde legalmente autorizado.
Voto "sim", porque quero colocar Portugal na rota de convergência com o estado da arte europeu nesta matéria, mandando às urtigas uma penalização caduca, obsoleta e retrógrada.
Militantemente, empenhadamente e ina­pelávelmente, voto "sim" no referendo do próximo dia 11 de Fevereiro. Sem adema­nes. Sem ditirambos. Sem genuflexões.
Sim.
Obviamente .• ADVOGADO. DEPUTADO DO PSD.
MANDATÁRIO DO MOVIMENTO VOTO SIM

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

O prometido é devido - Capítulo 5 de 5

GENUFLEXÕES; Genuflexão, s. f. Acção de dobrar o joelho ou os joelhos; acção de ajoelhar: "Era útil fazer três genuflexões, ou adorações cada dia em diferentes horas", Manuel Bernardes, Nova Floresta, II, B, 4, 5, p. 165; "O velho vive de zumbaias, ouvindo os eruditos murmúrios dos sábios... A filha vive de genuflexões e de rezas", Coelho Neto, Miragem, II, cap. 3, p. 142. (Do lat. genu, joelho, e flaxio, flexão).
LITURG: Usa-se a genuflexão como sinal de penitência e de fervor na oração, ou como acto externo de adoração e de respeito. Faz-se com o joelho direito ou com ambos os joelhos. Só esta era conhecida na antiguidade cristã. O sacerdote convidava à oração, dizendo: "Oremus"; o diácono acrescentava: "Flectamus genua"; depois de algum tempo de oração de joelhos, o sub-diácono dava o sinal para se levantarem com a palavra: "Levate". O sacerdote fazia então, em nome de todos, a oração oficial. Conservou-se este uso na liturgia da Sexta-feira Santa. A genuflexão com um só joelho foi introduzida pelo séc. VIII e com alguma relutância, pois se considerava como imitação de escárneo feito pelos judeus a Jesus; ainda no séc. XVIII se contestava a legitimidade do seu emprego litúrgico. A genuflexão indica a adoração sempre que se usa no culto da Eucaristia ou da Cruz e em certas circunstâncias imitativas, na leitura do Evangelho (Verbum caro factum est), etc. Como sinal de respeito, é uma honra prestada às supremas pessoas litúrgicas, o Papa e os bispos, com representantes de Cristo e chefes da Igreja universal ou local. Nos ritos orientais não há genuflexão; em vez dela, o sacerdote inclina-se e toca com a mão direita no chão.

Fonte: ibidem, Vol. 12